quarta-feira, 12 de abril de 2023

Santo Tomás - Se a vingança é lícita

 Art. 1 – Se a vingança é lícita.



O primeiro discute–se assim. – Parece que a vingança não é lícita.


1. – Pois, quem para si usurpa o que é de Deus, peca. Ora, a vingança pertence a Deus, como diz a Escritura, conforme outra letra: Minha é a vingança e eu lhes darei o pago. Logo, toda vingança é ilícita.


2. Demais. – Não toleramos aquele de quem nos vingamos. Ora, devemos tolerar os maus; pois, àquilo da Escritura – Bem como o lírio entre os espinhos, diz a Glosa: Não foi bom quem não pode tolerar os maus. Logo, não devemos nos vingar dos maus.


3. Demais. – A vingança aplica castigos que causam um temor servil. Ora, a Lei Evangélica não é uma lei de temor, mas de amor, como diz Agostinho. Logo, pelo menos o Novo Testamento não permite nenhuma vingança.


4. Demais. – Vinga–se quem tira desforço das injúrias sofridas. Ora, segundo parece, não é lícito, mesmo ao juiz, punir os que delinquem contra ele. Pois, diz Crisóstomo: Aprendamos, ao exemplo de Cristo, a suportar com magnanimidade as nossas injúrias;  mas, injúrias a Deus não consintamos nem mesmo em as ouvir. Logo, a vingança parece ilícita.


5. Demais. – O pecado da multidão é mais nocivo que o de um só; pois, diz a Escritura: De três cousas se receou o meu coração: da delação duma cidade, do levantamento dum povo mancomunado e da calúnia mentirosa. Ora, do pecado da multidão não se deve tirar vingança; pois, àquilo do Evangelho – Para que talvez não suceda que arranqueis o trigo, deixai crescer uma e outra – diz a Glosa: nem a multidão nem o príncipe devem ser excomungados. Logo, também não é licita qualquer outra vingança.


Mas, em contrário. – De Deus só devemos esperar o que e bom e lícito. Ora, devemos esperar de Deus a vingança dos nossos inimigos, conforme ao Evangelho. Deus não fará justiça aos seus escolhidos que estão clamando a ele de dia e de noite? E como se respondesse: Por certo a fará. Logo, em si mesma a vingança não é má e ilícita.


SOLUÇÃO. – A vingança se consuma infligindo ao que pecou, uma pena, como um mal. Logo, devemos levar em conta na vingança, o ânimo com que age quem a exerce. ­ Se, pois, a sua intenção principalmente está no mal daquele de quem tirou vingança e nela se compraz, a vingança é absolutamente ilícita. Porque o nos comprazermos com o mal de outrem supõe o ódio, contrário à caridade, que nos manda amar a todos os homens. Nem pode escusar–se ninguém dizendo que quer o mal de quem injustamente lh'o fez, assim como não seria escusado quem odiasse ao que o odeia. Pois, não devemos pecar contra outrem por ter este antes pecado contra nós, o que seria deixarmo–nos vencer do mal, procedimento proibido pelo Apóstolo, quando diz: Não te deixes vencer do mal, mas, vence o mal com o bem. – Mas. se a intenção de quem se vinga visa principalmente um bem, que obteria punindo o pecador – por exemplo, fazendo–o emendar–se ou pelo menos coibindo–o, dando paz aos outros, salvando a justiça e a honra de Deus  – nesse caso a vingança pode ser lícita, uma vez observadas as circunstâncias devidas.


DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. – Quem, conforme o grau da sua posição exerce a vingança contra os maus, não usurpa para si o que é de Deus, mas usa do poder que Deus lhe conferiu, conforme o diz o Apóstolo, do príncipe temporal: O ministro de Deus é vingador em ira contra aquele que obra mal. Mas, quem exerce a vingança fora ria ordem instituída por Deus usurpa o que é de Deus e portanto peca.


RESPOSTA À SEGUNDA. – Os maus são tolerados pelos bons por sofrerem estes pacientemente, como devem as injúrias que aqueles lhes as sacam; mas não os toleram para suportarem as injúrias feitas a Deus e ao próximo. Pois, diz Crisóstomo: É louvável sofrer pacientemente injúrias feitas a nós; mas, é tudo quanto há de ímpio dissimular as– feitas a Deus.


RESPOSTA À TERCEIRA. – A lei do Evangelho é uma lei de amor. Por isso, aos que fazem o bem por amor, único que vivem propriamente sob a lei evangélica, não se lhes deve incutir o temor, por meio de penas; mas, só  aqueles que não se deixam persuadir pelo amor à prática de boas obras e que, embora façam parte do número dos filhos da Igreja, não lhe pertencem porém pelo merecimento.


RESPOSTA À QUARTA. – A injúria assacada contra outrem redunda às vezes contra Deus e a Igreja. E então devemos vingar a injúria que sofremos, como se deu com Elias, que fez descer o fogo do céu sobre os que vieram prendê–lo, como se lê na Escritura. E do mesmo modo Eliseu amaldiçoou os meninos que zombavam dele, como também narra a Escritura; e o Papa Silvestre excomungou os que o mandaram ao exílio. – Mas, quando a injúria só nos fere a nossa própria pessoa, devemos tolerá–la pacientemente, se nos for possível. Pois, esse preceito da paciência deve ser entendido relativamente à disposição da nossa alma, como diz Agostinho.


RESPOSTA À QUINTA. – Quando todo o povo peca, deve–se tirar vingança dele, ou totalmente, como no caso dos Egípcios que, perseguindo os filhos de Israel, ficaram submersos no Mar Vermelho; e também no dos Sodomitas, que todos pereceram – o que tudo se lê na Escritura. Ou, em grande parte do povo, como no caso dos que adoraram o bezerro. Outras vezes porém se há lugar de esperar que o povo venha a corrigir–se, a severidade da vingança deve recair sobre os cabeças que, uma vez punidos, infundirão terror aos outros; assim, o Senhor mandou enforcar os príncipes do povo, por causa. do pecado da multidão. – Se não foi porém toda a multidão, mas só parte dela, a que pecou, então a vingança deve exercer–se sobre os maus, se puderem ser separados dos bons; mas, se puder sê–lo sem escândalo dos outros, pois, do contrário, deve–se ter compadecimento da multidão e pôr­ de lado a severidade. E o mesmo se deve dizer do chefe, a quem a multidão obedece. Assim, deve–se lhe tolerar o pecado se não puder ser punido sem escândalo da multidão; salvo se o seu pecado fosse tal que prejudicasse ao povo, espiritual ou temporalmente mais do que o escândalo resultante da punição.

Suma Teológica II-II, q. 108, a. 1

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Cruz de Caravaca



"A devoção a esta relíquia é do século XIII e vincula os pedaços de madeiro sagrados a duas ordens religiosas da tradição dos Templários (Cavaleiros Templários) e de Santiago, titulares sucessivos do castelo onde se localizava o templo".

Veja o artigo em:

https://www.acidigital.com/noticias/a-historia-da-cruz-de-caravaca-o-pedaco-do-madeiro-onde-jesus-foi-crucificado-18173

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Jesus nasceu mesmo no dia 25 de dezembro ou é uma festa de origem pagã?


O primeiro que afirmou com clareza que Jesus nasceu a 25 de Dezembro foi Hipólito de Roma, no seu comentário ao Livro do profeta Daniel, escrito por volta de 204. Depois, alguns exegetas observam que naquele dia se celebrava a festa da Dedicação do Templo de Jerusalém, instituída por Judas Macabeu em 164 a.C. A coincidência de datas significaria então que com Jesus, que apareceu como luz de Deus na noite, se realiza deveras a consagração do templo, o Advento de Deus nesta terra. [1]



A festividade pagã do “Nascimento do Sol Invicto”, foi instituída pelo imperador Aureliano em 25 de dezembro de 274. [2]



[1]https://www.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/audiences/2009/documents/hf_ben-xvi_aud_20091223.html 

[2] 1945-, Clauss, Manfred, (2001). Die römischen Kaiser : 55 historische Portraits von Caesar bis Iustinian.

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Encontro com Ratzinger: Ordem Militar de Malta & Ordem equestre do santo Sepulcro de Jerusalém

Sábado 27 de agosto encontro com Ratzinger




Estavam Presentes: Conselho de ministros para a Soberana Ordem Militar de Malta, Fra’ John Dunlap, lugar-tenente de Grão-mestre; para a Ordem equestre do santo Sepulcro de Jerusalém, Leonardo Visconti di Modrone; para os cavaleiros de Colombo, Patrick Kelly, cavaleiro supremo; e para os Estados Unidos da América, James Langevin.

Veja mais em: https://www.osservatoreromano.va/pt/news/2022-08/por-035/encontro-e-oracao-com-bento-xvi.html




quarta-feira, 27 de março de 2019

Processus Contra Templarios

A obra tem uma tiragem limitada a 799 exemplares, o preço unitário é de 5.900 euros.

O grande valor é a reprodução dos documentos que demonstram como o Papa Clemente V absolveu os templários de heresia, suspendeu a ordem, para evitar um cisma com a França, sem dissolver o templo e trouxe de volta os dignatários à comunhão.













Saiba mais em nossos artigos selecionados sobre a historiadora do vaticano Barbara Frale e o Pergaminho de Chinon:

http://duglan.blogspot.com/2009/06/o-pergaminho-de-chinon.html



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Os Templários na Patagônia

Los templarios en la Patagonia

Muchos recordamos haber dibujado en la escuela las tres carabelas de Colón atravesando el mar con sus grandes velas blancas dominadas por cruces rojas. Pocos saben que esas mismas cruces están pintadas en piedras y cuevas americanas desde antes de la llegada de Colón, desde Norteamérica hasta la Patagonia.
Quizá no sea una casualidad, ni un símbolo universal que reaparece diferentes épocas y lugares. Es la cruz de los caballeros de la orden del Temple, organización medieval notable dedicada a custodiar el templo de Jerusalén conquistado a los musulmanes en una de las cruzadas y a defender a los peregrinos. Pero también, de modo mucho menos conocido, a entablar relaciones con el Islam y el judaísmo más allá de las diferencias y a custodiar la ley de las monedas, porque en aquella época no mentir con el dinero era una cuestión religiosa.
La orden de los Pobres Caballeros de Cristo fue fundada en Jerusalén en 1118 por Hugo de Payns y otros ocho caballeros franceses en principio para proteger a los peregrinos de los Santos Lugares
El rey de Jesuralén, Balduino II, consagró a los caballeros un palacio próximo al antiguo templo destruido por los romanos durante el primer siglo de nuestra era, y por eso tomaron el nombre de “Caballeros del Temple de Salomón”
En Palestina, su lugar de nacimiento, la orden del Temple tenía muchas fortalezas para cumplir su misión de defender la ruta de los peregrinos, de los que también fueron banqueros. Poco a poco la orden amasó una fortuna considerable.
Cuando los musulmanes expulsaron a los cristianos de Palestina, loso templarios se instalaron en Chiprem, aunque siempre tuvieron presencia en Francia, por ser franceses la mayoría de sus miembros.
En el siglo XII se instalaron en Cataluña, Aragón y Navarra para seguir la lucha contra el Islam y participar de la Reconquista que terminó en enero de 1492 con la caída de Granada.
Suscitaron el interés y la envidia de algunos reyes, en particular Felipe el Hermoso, que intrigó contra ellos para quedarse con sus abundantes bienes pero también para quitarles su condición de custodios de la ley de la moneda. Felipe, abrumado por deudas y con ganas de seguir las guerras en que estaba embarcado, quiso con apoyo de los banqueros falsificar moneda para pagar deudas y para eso sacó del medio a la orden, que se lo impedía. Felipe convenció al antipapa Clemente V para iniciar desde su sede en Avignon un proceso en 1307 contra los templarios. El gran maestre de la orden, Jaques de Molay y 140 miembros fueron arrestados. Considerados inocentes en el Concilio de Viena en 1311, Clemente disolvió la orden y creó una comisión que continuó el proceso. Fueron condenados a muerte por el consejo real de Felipe IV. El rey se apoderó de sus bienes mobiliarios y entregó sus posesiones a orden de los hospitalarios.
Los templarios permitieron la circulación de gran cantidad de plata por Europa en tiempos en que el metal escaseaba mucho y que transportaban en barcos propios que construían en astilleros que tenían en las costas
Su sede portuaria principal estaba en La Rochelle, Francia, donde llegaban gracias a comunicaciones por tierra desde puertos del Mediterráneo. Por el Sena llegaban a sus casas en París mediante una flota fluvial
Los caballeros del Temple usaban en sus capas una cruz “paté” roja, la misma de las carabelas
El 25 de octubre de 2007, los responsables del Archivo Vaticano publicaron el documento Processus contra Templarios, que recopila el Pergamino de Chinon, o las actas de exculpación del Vaticano a la Orden del Temple, precisamente el año en que se conmemoraba el 700º aniversario del inicio de la persecución contra la Orden.
Los documentos que sirvieron al Tribunal papal para decidir la suerte de los templarios se encuentran en el Archivo Secreto del Vaticano, y se habían extraviado desde el siglo XVI, después de que un archivero los guardase en un lugar erróneo. En 2001, la investigadora italiana Bárbara Frale los encontró y su estudio mostró que el Papa Clemente V no quiso en principio condenar a los templarios, aunque finalmente, cediendo a las presiones del rey de Francia, Felipe IV, terminaría haciéndolo.
El “Pergamino de Chinon”, uno de los documentos del volumen Processus contra Templarios presentado por el Vaticano, corrige la leyenda negra sobre la Orden y muestra que todas las acusaciones fueron injurias que hizo Felipe IV para beneficio propio.
La Cruz paté roja
En 1147, el papa Eugenio III, presente en Francia cuando partía la Segunda Cruzada, cncedió a los templarios el derecho a llevar permanentemente una cruz sencilla, pero ancorada o paté, que simbolizaba el martirio de Cristo. El color autorizado para tal cruz fue el rojo
La cruz estaba colocada sobre el hombro izquierdo, encima del corazón. En el caso de los caballeros, sobre el manto blanco, símbolo de pureza y castidad. En el caso de los sargentos, sobre el manto negro o pardo, símbolo de fuerza y valor.
Los templarios en América antes de Colón
El español Luis Bello es autor de un documental que pretende probar la presencia de los templarios en América antes de Colón. Según Bello, Colón llegó náufrago a Portugal.Tiempo después se casó con la dama de la nobleza Filipa Moniz Perestrelo, de quien recibe como parte de la dote mapas y documentos náuticos del padre de ésta, Bartolomeu Perestrelo, comandante de Porto Santo y Maestre de la Orden de Cristo.
La Orden de Cristo fue fundada por el rey Dinis de Portugal para dar refucio a los templarios después de la disolución de la orden por Clemente V. Las carabelas llevaban en sus velas la cruz de los templarios, con los que Colón se manifestaba identificado
Bello y otros investigadores creen haber encontrado en cuevas de Nicaragua dibujos de caballeros europeos medievales con barbas, cascos, cotas de malla y algunos a caballo.
Bello insiste en que las capitulaciones de Santa Fe, firmadas por los reyes católicos con Colón en abril de 1492, hagan referencia al navegante como conocedor del Nuevo Mundo
Los templarios en la Patagonia
En el golfo de San Matías, en Río Negro, hay restos del “fuerte argentino, en el que se quiere ver una construcción de los templarios anterior a Colón, que ellos usaban para embarcar hacia Europa la plata que extraían del Alto Perú y que sería la que hacían correr abundantemente por Europa cuando el metal escaseaba allá
Por supuesto, otra de las misiones atribuidas a los Templarios era la de custodios del Grial, la copa que según la tradición usó Cristo en la ultima cena y que sería la misma en que José de Arimatea recogió su sangre vertida por la lanza del centurión Longino en la cruz del Golgota
La ruta de los templarios entre América y Europa habría sido descubierta por ellos 150 años antes del “descubrimiento”. Parece cierto que la plata de que disponían en abundancia los templarios no era de origen europeo, porque por entonces las minas sobre todo en Alemania se habían agotado, y los contemporáneos no conocían su procedencia.
Ni el papa Clemente ni Felipe podían perseguirlos en America, donde habrían llegado gracias al poder que conservaban, a su competencia en el mar y a su conocimiento de las rutas.
En la iglesia de Vézeley, Francia, construida en 150, hay representaciones que parecen de los incas, que muestran los “orejones”, es decir, las orejas deformadas por los grandes objetos pesadoso que se colocaban en ellas
A la llegada de Colón, los indígenas conocían la cruz y los acogieron bien, aunque por supuesto la cruz es una símbolo universal distribuido por todo el mundo y en diferentes épocas
En 1859 el francés Juan Antonio Victor Martin de Moussy, que estuvo en Entre Ríos contratado por Urquiza, ubicó en el golfo doe San Matías, en la Patagonia un ‘’Ancien Fort Abandoneé’’ ( Viejo Fuerte Abandonado, atribuido ahora a los templarios, que no aparece en mapas españoles quizá por no tener autorización de la Iglesia.
Cerca del “fuerte” aparecieron un totem de medio metro de altura, dividido en 3 niveles (espiritual, humana y demoníaca) y una roca que tenia tallada una cruz en bajo relieve, símbolos templarios.
El Grial en la Patagonia
En la Argentina, el grupo Delphos, dirigido por Fluguerto Martí, trata de probar que el Grial habría llegado hace cientos de años a América por las costas atlánticas y que su ubicación sería un enigma
“Nosotros mantenemos como hipótesis que el Santo Grial llegó a la Patagonia alrededor del año 1307 pero ignoramos su ubicación actual. Por eso continuamos estudiando, investigando y explorando los sitios claves para este tema. Considero que la búsqueda en la que estamos comprometidos es la mayor misión de mi vida, pues el Grial es la realidad física y metafísica mayor y más trascendente de todo el Mundo y de toda la Historia”, declaró Fluguerto Martí
“La hipótesis de la venida del Grial a nuestra Patagonia comenzó a tomar forma alrededor de 1987 por la lectura de la obra “Perlesvaus o el Alto Libro del Graal de autor anónimo, donde en su capítulo 11 se habla de un viaje por barco desde Gales hasta una remota “ínsula” cercana a una costa, donde el piloto no reconoce las estrellas y el navío queda “encallado en seco” debido a la enorme amplitud de las mareas. Debido a este y otros datos recogidos durante nuestra visita al Sud Oeste de Gran Bretaña en 1990, buscamos una meseta elevada y aislada en las costas de los golfos San Matías o Nuevo. Esta configuración orográfica se da únicamente en El Fuerte, situado a 41° 02´ de Latitud Sur, sobre las costas del Golfo San Matías” añadió.
Según Delphos, una Orden Europea Galesa o Celta, llamada Proto-Templaria, construyó en la Patagonia por lo menos tres enclaves fortificados desde los primeros siglos de la era cristiana. Cuando en 1307 la Orden Templaria fue perseguida en Europa, la flota anclada en La Rochelle (Francia) se escapó y luego de buscar el Grial y otras reliquias, navegó hasta el Puerto Fortificado, en la costa argentina. A partir de ese momento, estos enclaves Templarios se abandonaron voluntaria y organizadamente, y el Grial -y las otras reliquias- habrían sido trasladados a otro lugar que se desconoce por el momento y siguen guardados por esa misma Orden en forma encubierta.
Templarios en la Patagonia: el Complejo Arqueológico de Somuncurá y la ruta sobre el Chubut a la Ciudad de los Césares
En las cercanías de Sepaucal, Chubut, en el extremo sur de la Meseta de Somuncurá (“Piedra que Habla”), se encuentra un Complejo Arqueológico
Este Complejo adquiere características extraordinarias de proyección internacional, por cuanto se enlaza con las historias del Santo Grial y la Orden Templaria.
Existen indicios y pistas que llevan la búsqueda hacia este Complejo como posible lugar de asentamiento y tránsito
Tiene glifos gigantes, visibles desde gran altura. Y, en ambos hay dos muy similares, denominados por nosotros “Caballeros”
Dicho Complejo, está constituido por variadas estructuras que sorprenden por su complejidad e interrelación. El lugar en cuestión era ya conocido por los Tehuelches y luego por sus conquistadores amerindios invasores: los Mapuche (araucanos) y, por último por sus descendientes.
En Tiempos de la Conquista hasta principios del Siglo XX, fue también una ruta de migración amerindia entre los asentamientos Blancos Megaliticos de las proximidades de la “Sierra del Volcán” (zonas de tandilia y Ventania), el Alto Valle del Río Negro y las tierras cercanas al Río Chupat -“cristalino” -(Chubut). Pero en tiempos anteriores fue una ruta de Tribus de “Indios Blancos” como los Huiliche (que originariamente eran blancos) y los Tehuelche.
Este tipo de esculturas rústicas se encuentran en todos los puntos estratégicos – caminos y cruces de caminos – de la Provincia del Chubut. En especial en las cercanías de la Meseta de Somuncurá y en las Cercanías del Rio Chubut (Chupat = Cristalino).
En la Ruta Provincial 50, cerca de su empalme con la Ruta Provincial 12, se encuentra un promontorio natural, que también han sido “retocados” son señalamientos. Uno de ellos claramente es la cara de un hombre. Hay muchos ejemplos de estos, distribuidos a lo largo de la ruta o próximos, que siguen el Rio Chupat.
El mapa de De Moussy muestra la “Route des Indians”, la “Ville Fabuleuse de los Cesares” y el “Ancient Fort”. Que son respectivamente: 1) La Cuarta Ruta de la Plata, que permitía unir la Patagonia, a través de la Isla de Choele-Choel (sobre el Rio Negro) con la Sierra del Volcan (Tandilia y Ventania) y la desembocadura del Río de la Plata. Esta ruta era recorrida por Tribus de Indios Blancos (Tehuelches, Huiliches), aliados de los Templarios 2) La Ciudad de los Césares (la Templaria) y el asentamiento militar de la Meseta “El Fuerte”.
La razón fundamental para construir tales “señalamientos en el río Chubut radicaba en los intereses económicos de la Orden Templaria en su presunta estad en Sudamérica en tiempos prehispánicos, en busca de conservar la “Ruta de la Plata” que iba desde Tiwanaku (Bolivia, Alto Peru) a los Puertos Templarios de la costa atlántica francesa.
Las “Rutas de la Plata” tenía básicamente cuatro alternativas, que fueron usadas en distintas épocas y circunstancias, todas partiendo del Tiwanaku (Bolivia) confluían hacia los puertos del Atlántico en Francia.
De la Redacción de AIM.
http://www.aimdigital.com.ar/los-templarios-en-la-patagonia/
acesso: 20/02/2019

sábado, 11 de março de 2017

Os Templários

Em síntese: A Ordem dos Cavaleiros Templários foi fundada em 1118 a fim de proteger os cristãos peregrinos na Terra Santa. Desempenharam papel heróico na defesa dos redutos cristãos na Palestina, o que lhes valeu a estima dos nobres e do povo, os quais lhes fizeram muitas doações. Quando em 1291 os cristãos ocidentais deixaram a Terra Santa, onde haviam constituído o Reino Latino de Jerusalém, os templários perderam sua razão de ser e se estabeleceram no Ocidente como ricos proprietários e financistas, o que suscitou a cobiça de quem queria apoderar-se de seus bens. Foram acusados de graves faltas. Apesar dos protestos de Jacques DeMolay, Grão-Mestre da Ordem, foram condenados e a Ordem extinta em 1312 pelo Papa Clemente V.

Existem em nossos dias algumas "Ordens do Templo" que pretendem relacionar-se com a Ordem dos Templários medievais, mas nada têm a ver com estes, pois professam filosofia esotérica ou não cristã.

As páginas subseqüentes abordarão a Ordem medieval dos Templários, à qual alude a Ordem DeMolay (ver artigo seguinte).

1. O pano de fundo

1.1. Ordens Militares

A sociedade da Idade Média estava toda impregnada do espírito e da realidade dos cavaleiros. Efetivamente, a espiritualidade germânica, franca, celta, goda legou à civilização medieval o ideal do cavaleiro. Este aspirava a servir a Deus na bravura destemida, magnânima, e até mesmo na guerra (caso julgasse que a honra de Deus exigia a intervenção da espada). A espiritualidade do cavaleiro retratada nas canções e trovas da Idade Média era apta a suscitar façanhas heróicas em nome da fé.

Mais: deve-se lembrar que na Idade Média também os monges desenvolveram papel importante, professando, porém, uma espiritualidade assaz diversa da do cavaleiro. Enquanto o cavaleiro procurava intensificar suas atividades no mundo, aspirando assim a unir-se a Deus e chegar à vida eterna, o monge se separava do mundo secular para penetrar diretamente em Deus e na contemplação. Enquanto o cavaleiro aplicava os instrumentos da sua profissão, isto é, as armas, para servir ao seu Senhor, o monge, professando pobreza e silêncio, recusava o recurso a tais expedientes.

Ora os medievais haviam de conseguir fazer a síntese desses dois tipos de ideal cristão - o do cavaleiro e o do monge, criando no século XII as chamadas "Ordens Militares". Nestas o cavaleiro se consagrava a Deus para O servir com destemor e galhardia num quadro de pobreza, castidade e obediência.

Referindo-se aos Templários, dizia S. Bernardo (+1153):

"Não sei se os devo chamar monges ou cavaleiros; talvez seja necessário dar-lhes um e outro nome, pois eles unem à brandura do monge a coragem do cavaleiro" (De laude novae militiae (IV 8)).

1.2. O reino de Jerusalém

As Cruzadas tiveram como objetivo libertar o S. Sepulcro de Cristo, que estava em poder dos muçulmanos.

Na primeira Cruzada, após dois anos e meio de lutas e sofrimentos atrozes, os cruzados, tendo vencido o exército de Solimão em Doriléia, havendo tomado Edessa (1097) e Antioquia (1098), chegaram finalmente a Jerusalém e dela se apoderaram (1099). Essa sangrenta expedição, que custara a vida a cerca de meio-milhão de homens, terminou com a fundação de quatro centros latinos: o reino de Jerusalém, o principado de Antioquia, os condados de Edessa e de Trípolis, aos quais foram atribuídos governantes latinos. As grandes cidades da costa palestinense foram ocupadas por navegantes e comerciantes ocidentais. Os peregrinos recomeçaram a afluir à Terra Santa. Para protegê-los e defendê-los, foram criadas as Ordens de Cavaleiros Militares (Hospitalários, Templários, etc).

2. Os Templários: histórico

A Ordem dos Cavaleiros Templários foi fundada em 1118 por Hugo Payns ou Payeng, que convocou oito outros cavaleiros para irem a Jerusalém a fim de assistir aos peregrinos da Terra Santa. Chegando lá, os cavaleiros foram alojados numa casa construída sobre as ruínas do palácio real dito "Templo de Salomão'; donde lhes veio o nome de "Templários" ou "Irmãos da Milícia do Templo". O Papa Honório II aprovou a Ordem em 1128 e São Bernardo fez a revisão da Regra baseada nos três votos de pobreza, castidade e obediência (1130). Em março de 1139 o Papa Inocêncio II deu à Ordem sua Constituição definitiva e a isentou da jurisdição episcopal.

A Ordem era dirigida por um Grão-Mestre assistido por seus oficiais: o senechal e o marechal. Abaixo havia os comandantes das numerosas casas templárias, os cavaleiros, os capelães (encarregados do culto divino), os sargentos e os familiares.

Os Cavaleiros revelaram coragem e disciplina extraordinárias no desempenho de sua missão em favor dos peregrinos, conquistando a estima e a admiração de quantos os conheceram. O Grão-Mestre Guilherme de Beaujeu caiu morto heroicamente quando os cruzados perderam São João de Acre. Distinguiram-se na defesa de Gaza (1171) e na tomada de Damieta (1219). Obrigados pelo avanço muçulmano a deixar a Terra Santa em 1291, estabeleceram-se na ilha de Chipre. Suas propriedades estendiam-se pela Europa Ocidental; no começo do século XIII tinham nove mil "comandarias", que lhes davam uma renda de 12 milhões de libras para sustentar sua ação apostólica. Este elevado rendimento granjeou para os Cavaleiros (privados da sua função militar) a fama de financistas e administradores de bens temporais. Em 1303 o rei Filipe IV o Belo da França lhes confiou a guarda do tesouro real; em 1304 celebrou elogiosamente suas obras de piedade e misericórdia. Todavia em 1307 foram traídos por um chefe de comandaria, que levantou graves acusações contra a Ordem: abusos sexuais, práticas idolátricas, culto de Bafomé, vã glória... Em conseqüência, aos 13 de outubro de 1307 todos os templários da França foram presos sob o pretexto de cometerem delitos infames. Em Paris 140 cavaleiros foram submetidos a interrogatórios prolongados e a tortura. Era então Grão-Mestre da Ordem Jacques e Molay, figura nobre e digna: perante a Universidade de Paris confessou comportamento abominável, o que muito surpreendeu a todos, inclusive o Papa Clemente V. Este então mandou fazer dois inquéritos, cujos resultados foram contraditórios.

Aos 22 de novembro de 1309 uma comissão de peritos interrogou DeMolay, que, sob a pressão da tortura, confessou tudo o que queriam extorquir dele a respeito de sua pessoa e da Ordem dos Templários.

Os cavaleiros foram mais corajosos: 54 dentre eles retiraram sua confissão de delitos, mas, apesar de tudo, foram condenados à pena capital aos 12 de maio de 1310.

O Concílio geral de Viena (França) ocupou-se com a problemática em 1311: a maioria dos conciliares queria que os Cavaleiros pudessem defender-se - o que não se realizou; aos 13 de abril de 1312 a Bula Vox Clamantis extinguia a Ordem dos Templários, sendo os seus bens transferidos para a Ordem dos Cavaleiros Hospitalares de São João de Jerusalém. Todavia o Papa Clemente V reservou a si o encargo de ouvir ainda os altos dignitários da Ordem. Entregou a tarefa a uma comissão de peritos, que condenaram DeMolay a prisão perpétua; o Grão-Mestre protestou, declarando serem falsas as acusações contra ele levantadas; retratou tudo quanto havia confessado sob tortura, afirmando textualmente: "Nós não somos culpados dos delitos de que nos acusam sob pena de perdermos a vida. A Ordem é pura e santa; as acusações são absurdas, as confissões de delitos são mentirosas".

Entregue ao Prefeito de Paris, DeMolay foi condenado à morte, que ocorreu aos 18 de março de 1314. Refere-se que, pouco antes de morrer, o Grão-Mestre predisse a morte do Papa nos próximos quarenta dias e a do rei (que contribuiu para o trágico desfecho) no decurso do ano. "Profecias" que realmente se cumpriram.

3. Conclusão

1. Entre as diversas sentenças que julgam os Templários, a mais plausível parece ser a que os tem como vítimas da cobiça alheia. Acumularam um rico patrimônio não por desonestidade, mas por causa da estima de que gozavam. Chegaram a tornar-se administradores de bens temporais, porque perderam em 1291 sua função militar e foram solicitados a fazer negócios financeiros. Se houve cavaleiros de conduta falha, não são eles que caracterizam a Ordem. Esta brilha por seus méritos em favor dos irmãos ameaçados. Os bens dos Templários, que muitos cobiçavam, não passaram às mãos dos adversários da Ordem (nem mesmo às do rei da França), mas foram consignados a outra Ordem militar.

2. As várias sociedades que hoje em dia se dizem "do Templo" não têm vínculo algum com os Templários medievais. São inspiradas por correntes filosóficas estranhas ao Cristianismo. A nota trágica e um tanto misteriosa que caracteriza o fim da existência dos Templários pode ter equivocadamente sugerido a continuação da Ordem nesta ou naquela instituição desde o século XIV.


Dom Estêvão Bettencourt (OSB)
PERGUNTE E RESPONDEREMOS 504 – junho 2004
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Catedrais góticas: mistério mais grandioso que o das pirâmides do Egito


A técnica é definida pela Escolástica, da mesma forma que as artes, como “recta ratio factibilium”. Quer dizer, a reta ordenação do trabalho, ou também, a ciência de trabalhar bem.

Hoje, o mal uso da técnica, a empurra para produzir para além do que é bom, e espalhar instrumentos que afligem a vida dos homens.

Nos tempos em que o espírito do Evangelho penetrava todas as instituições, a técnica produziu frutos que vão além do tudo o que a Humanidade conheceu previamente.

Um desses frutos inigualados foi ‒ e continuam sendo ‒ as catedrais medievais.

Até hoje especialistas tentam decifrar como fizeram os arquitetos da Idade Média para, com tão pobres instrumentos, criar obras colossais que “humilham” as técnicas modernas mais avançadas.

Os técnicos das mais variegadas especialidades da construção e também da física, da química e das matemáticas se debruçam para tentar descobrir como os medievais erigiram esses portentos arquitetônicos.

Mergulham eles nos “mistérios das catedrais”.

São muitos os que até agora não estão elucidados: desde as fórmulas químicas desaparecidas que dão aos vitrais tonalidades únicas e irreproduzíveis até os mais complexos cálculos matemáticos e astronômicos que orientaram as proporções cósmicas das Bíblias de pedra.

Beauvais, França
Como decifrar o enigma?

“As catedrais se burlam de nós há oito séculos. Elas resistiram não só às intempéries e aos ataques insidiosos do clima, mas mais ainda por vezes a provas tão violentas como os bombardeios. Como é que estas catedrais loucas aguentam em pé?”, pergunta o arquiteto, historiador e geógrafo Roland Bechmann em seu livro “As raízes das catedrais” (“Les racines des cathédrales”, Payot, Paris, 2011, 330p.).

O livro de Bechmann recebeu elogios das maiores autoridades acadêmicas da França. Ele tem o mérito de mexer numa polêmica silenciosa, mas aberta como uma chaga nas almas de inúmeros franceses.

Enquanto o mundo parece rumar para uma modernidade cada vez mais caótica, as catedrais góticas em seu mutismo eloquente apontam um caminho inteiramente diverso.

O comentarista Paul François Paoli, do jornal “Le Figaro”, resume esse conflito interior dos franceses:

“As catedrais góticas são as pirâmides do Ocidente e nós não acabamos ainda de compreender como é que elas puderam ser construídas numa época considerada como obscura e arcaica do ponto de vista científico”.

O historiador Jacques Le Goff saudou o livro de Bechmann como uma obra prima de interdisciplinaridade sobre “esses prodígios de pedra que continuamos admirando em Amiens, Chartres ou Paris”.





Mas, segundo Bechmann, esses prodígios dizem uma coisa aos homens do século XXI: “como vocês são pequenos!”
Chartres, França
“No fim da época gótica ‒ explica o autor ‒ havia uma igreja para cada 200 habitantes da França, e esses prédios considerados em seu conjunto podiam abrigar uma população maior que a do país inteiro. Calcula-se que em trezentos anos a França extraiu, transportou de charrete e erigiu mais pedra que o antigo Egito em toda sua história”.

Mas não é só uma questão de tamanho e volumes, não, diz Bechmann. É uma questão de ciência e grandeza de alma. E explica:

“Se hoje nós devêssemos construir catedrais góticas com os meios de que eles dispunham, nós não conseguiríamos. E mesmo que nós conhecêssemos até os pormenores de seus procedimentos, nós não ousaríamos.

“Calcular a resistência de construções como eles souberam realizar exigiria a ajuda de computadores. E ainda que nós conseguíssemos, haveria todas as chances de que nós chegássemos à conclusão de que essas catedrais, segundo as normas e coeficientes de segurança que nós aplicamos hoje, não poderiam ficar em pé...”

E, entretanto, elas continuam em pé e continuam nos emocionando, acrescenta Paul F. Paoli, jornalista do “Figaro”.

Colônia, Alemanha

O enigma profundo das catedrais e dos homens que as conceberam e realizaram em tão grande número e variedade nos conduz a considerações que superam a própria ciência e à própria técnica.

A primeira e mais imediata consideração é sobre a sabedoria dos construtores. Monges, teólogos, arquitetos, artistas, simples pedreiros, neles parecia habitar uma sabedoria que ia muito além de suas naturezas humanas, por vezes rudes e imperfeitas.

Pelos frutos se conhece a árvore. Pela catedral se conhece a alma dos construtores.

Como foi possível tal afloração simultânea de homens com almas sólidas e plácidas, fortes e delicadas, lógicas e jeitosas, como as que fizeram essas Bíblias de pedra?

Homens que foram a encarnação da virtude da sabedoria. Da sabedoria sobrenatural que só a graça divina dispensa às suas almas mais amadas.

E essa é uma segunda consideração de natureza espiritual.

Foi essa sabedoria sobrenatural, de que a Igreja Católica é a tesoureira, que gerou aqueles homens e suas catedrais.

Longe da Igreja, o homem do terceiro milênio sente-se apequenado, tristonho e cheio de incertezas.

Beauvais, França
Mas, as portas da Igreja estão abertas de par em par, como as portas das catedrais, para acolher esse homem de hoje e reconduzi-lo maternalmente pelas vias da Sabedoria eterna e encarnada, Nosso Senhor Jesus Cristo, pela intercessão de sua Santíssima Mãe.

Basta que a alma queira se abrir inteiramente a esse influxo sobrenatural.

P.S.: Alguém poderia perguntar: como conseguir me doar tão inteiramente à Igreja para receber essa sabedoria? Eu tento e não consigo... sou tão fraco...

Há séculos um grande santo respondeu isso para nós. Ele até excogitou um método para nós miseráveis pecadores receber a Sabedoria eterna e encarnada “sem esforço”.

Foi São Luis Maria Grignion de Montfort com seu método de consagração à Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, na qualidade de servos e escravos.

Foi Ela que inspirou as mais gloriosas catedrais que levam seu nome: Notre Dame. Essa devoção está explicada no famosíssimo livro, disponível em todas as línguas: “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”.

sábado, 12 de novembro de 2011

A Igreja Católica, as ordens de cavalaria e os cavaleiros templários

A Igreja Católica, as ordens de cavalaria e os cavaleiros templários - I - Prof. Cláudio de Cicco





A Igreja Católica, as ordens de cavalaria e os cavaleiros templários - II



terça-feira, 8 de novembro de 2011

“Ecce quam bonum” – “Oh, como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos”,

Santa Aliança católica contra a expansão muçulmana


Papa São Pio V vê miraculosamente a vitória das armadas católicas contra os turcos em Lepanto
O músico Fernando de las Infantas (Córdoba, 1534-1609) quis comemorar a união das forças católicas para enfrentar a expansão do poder otomano no Mediterrâneo sob o impulso do Papa São Pio V.

E compôs a partitura “Ecce quam bonum” – “Oh, como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos”, Salmo 132 (133).

A partitura leva o o subtítulo “com motivo do Sagrado Convênio”. Quer dizer, a Santa Aliança formada pelos Estados Pontifícios, Espanha, Veneza e Malta, no fim de 1570, por iniciativa do glorioso São Pio V.

Veja vídeo
“Oh, como é bom
e agradável para irmãos
viverem juntos”

A Santa Aliança visava cortar o passo à expansão turco-maometana.

E resultou na histórica – e miraculosa – vitória sobre a frota muçulmana em Lepanto.
1. Oh, como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos.

2. É como um óleo suave derramado sobre a fronte, e que desce para a barba, a barba de Aarão, para correr em seguida até a orla de seu manto.

3. É como o orvalho do Hermon, que desce pela colina de Sião; pois ali derrama o Senhor, a vida e uma bênção eterna.

O artista interpretou que o salmo aplica-se de um modo admirável à união espiritual e sobrenatural dos cruzados face ao inimigo da Igreja e da Cristandade.

Todo um exemplo a ser admirado e, sobretudo, uma oração a ser rezada em nossos dias.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Os Templários e a Caça

Uma outra prova de grande realismo e equilíbrio foi dada na redação das disposições que disciplinavam a prática da caça e do torneio, atividade que a cavalaria laica considerava como distração favorita.

Diz-se comumente que aos Templários tais atividades eram radicalmente proibidas, mas isso não é correto:

impor a um cavaleiro a renúncia total e definitiva ao que mais havia de precioso e divertido era um contra-senso em relação a sua condição, o que significaria arriscar ter um grande número de violações e, de qualquer maneira, criar maiores dificuldades de adaptação para os noviços.

Os idealizadores da regra, com toda a probabilidade São Bernardo e os padres conciliares, encontraram uma justa medida de comprometimento que limitava muito a possibilidade de exercitar esses "vícios" da aristocracia militar, restringindo-as ao uso em alguns casos julgados lícitos.

A regra proibia explicitamente a prática da falcoaria, dando a esta o status de "diversão mundana", e a condição de decoro, modéstia e seriedade que os Templários deviam ter eram incompatíveis com a atitude ruidosa e violentamente lúdica que acompanhava as batidas de caça:

Condenamos de comum acordo o uso da caça aos

pássaros com outros pássaros: de fato, parecidos a outros

hábitos profanos, são inconvenientes para a condição

monástica. Que os frades escutem bem os ensinamentos

religiosos, participem às orações, e a cada dia confessem a

Deus, com lágrimas nos olhos, os seus pecados. Por esse

motivo, nenhum Templário professo deverá juntar-se com os

laicos que praticam a caça com o falcão ou outros pássaros de

rapina. E dever de todo monge comportar-se com decência e

modéstia, sem dar-se às risadas, falando pouco e somente

para dizer coisas oportunas e com voz moderada. Proibimos a

todo frade de reunir-se nos bosques para caçar com o

estilingue, nem de juntar-se com aqueles que o fazem, a

menos que seja para protegê-los de ataque de qualquer

sarraceno: e em todos os casos, que o Templário não ouse

gritar aos incitamentos ou fazer versos de caça com o cão, nem

encorajar o cavalo à corrida desenfreada para perseguir

qualquer animal.

Mais que proibir a caça, a regra propunha um modelo reduzido de participação nas batidas que impedia ao Templário de abandonar-se às intemperanças na voz e nos gestos típicos dessas ocasiões, profundamente em contraste com o teor da dignidade monástica. A condição obrigatória para que o Templário pudesse acompanhar os laicos durante as batidas, isto é, a vontade de protegê-los de ataques de sarracenos, não devia ser menor em um contexto como o da Terra Santa sempre ameaçada pela agressão dos islâmicos.

Esse inocente pretexto podia ser utilizado sempre, e por qualquer um, sem risco de ser desmentido, e no mais, assegurava aos confrades apaixonados pela caça a possibilidade de realizar, ainda que por debaixo dos panos, as apreciadíssimas batidas.

Os Templários e o Pergaminho de Chinon Encontrado nos Arquivos Secretos do Vaticano

Barbara Frale

Capítulo III: O Código de Honra dos

Templários

3. Equilíbrio harmônico de espírito e corpo